quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Isabela Boscov critica a interpretação de Angelina Jolie






A editora da revista Veja, Isabela Boscov, não gostou nem um pouco da interpretação de Angelina Jolie em "A Troca" e disse, que o filme está longe de ser um dos melhores Clint Eastwood já realizou e por outro lado rasga elogios a Gran Torino, o mais recente trabalho de Eastwood.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Angelina Jolie interpreta mãe-coragem em 'A troca'

Depois de ganhar fama atuando por décadas no papel de durões do faroeste e do implacável detetive Dirty Harry, na maturidade, Clint Eastwood firmou-se como um diretor respeitado e premiado, especialmente a partir de "Os Imperdoáveis", vencedor de três Oscar - filme, diretor e ator - em 1993.

Em seu novo drama "A Troca", em estréia nacional, uma das maiores diferenças que se nota em relação a outros filmes do diretor é que pela primeira vez a história é contada do ponto de vista de uma personagem feminina.

Embora "Menina de Ouro" (2004) fosse protagonizado por uma mulher, ela era vista pela perspectiva de um personagem masculino narrando sua vida.

Aqui, o centro da trama é Christine Collins (Angelina Jolie, indicada a diversos prêmios, uma das favoritas no Globo de Ouro e ao Oscar), uma mãe-coragem cujo filho foi sequestrado e que ousou levantar a voz contra o corrupto Departamento de Polícia de Los Angeles dos anos de 1920.

Christine é uma mãe solteira que trabalha na companhia telefônica local para criar seu filho Walter Collins (Gattlin Griffith), que acaba sequestrado. Depois de um certo descaso da polícia, o menino é encontrado e entregue à mãe com toda pompa e circunstância, com direto a muitos flashs da imprensa e matérias enormes em jornais promovendo a competência da polícia local.

Porém, Christine alega que esse não é seu filho. Aponta diversas diferenças entre o menino e o verdadeiro Walter, como a diferença de altura. O capitão que resolveu o caso, J.J. Jones (Jeffrey Donovan), no entanto, insiste que Christine está errada. O menino também garante ser ele mesmo o filho perdido.

Nesse momento, o roteiro assinado por J. Michael Straczynski, que foi baseado num caso real, abre o seu foco e mostra outro crime que chocou os EUA na época, e que, aos poucos, se mostra possivelmente relacionado com o caso de Christine.

Eastwood, que também assina a trilha sonora (indicada ao Globo de Ouro), mantém a sobriedade e a condução clássica da narrativa que sempre caracteriza seus filmes.

Com isso, ele dá mais espaço para que seu elenco se destaque. Angelina Jolie, que há muito não agarrava um papel com tanta determinação, desenvolve sua personagem com nuances - indo da mãe desesperada até uma mulher que se atreve a lutar contra um sistema.

Nessa luta, aliás, foi fundamental a ajuda do reverendo Gustav Briegleb (John Malkovich) cuja missão acredita ser desmascarar as sujeiras que o departamento de polícia da cidade varre para debaixo do tapete. Ele é um dos poucos a acreditar em Christine e a apoiá-la na busca pelo verdadeiro Walter.

Crítica por Alysson Oliveira, do Cineweb

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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Mente aberta

Angelina Jolie estrela o filme de Clint Eastwood, baseado num caso real ocorrido em 1928 em Los Angeles


Crítica por Luís Antônio Giron
Revista Época


Vestida dos pés à cabeça, com um chapéu dos anos 20 que lhe oculta os cabelos, Angelina Jolie ainda assim chama a atenção pelos olhos. As duas esferas verdes adquirem o tamanho do sofrimento do mundo na interpretação que ela faz de uma mulher que perde o filho, mas não a esperança.

A Troca encena as obsessões do diretor Clint Eastwood: a perpétua luta do indivíduo pela verdade, a crítica às instituições, a crença absoluta na América como terra da liberdade e da salvação ? e no cinema como veículo de emoções e enredos eletrizantes. "Escolhi Angelina porque ela é parecida comigo", diz Eastwood. Aos 78 anos, Eastwood tem um olho para atores. Afinal, é um dos mais ativos cineastas de Hollywood. Chamar Angelina para papel da mãe coragem Christine Collins foi uma ideia eficaz, pois a atriz encarna como nenhuma outra a estrela hollywoodiana com instintos maternais. Ela interpretou o papel de modo visceral, conforme declarou a ÉPOCA quando o filme estreou nos Estados Unidos, em 24 de outubro. Sua atuação ? emocionante e contida ? coloca-a entre as mais fortes concorrentes ao Oscar de melhor atriz de 2008.

Angelina interpreta Christine, telefonista que vive em Los Angeles. Separada do marido, deixa o filho Walter sozinho na sua casa no subúrbio. Num final de tarde de meados de 1928, ao voltar para casa, descobre que o menino desapareceu e dá queixa na delegacia. Tudo parece correr bem. O capitão Jones (Jeffrey Donovan) trata Christine com atenção e promete encontrar o menino o mais brevemente possível. O problema é que a polícia é corrupta e incompetente, a começar por suas instâncias superiores. Semanas se passam, e, depois de muita insistência da parte de Christine, finalmente o capitão anuncia que Walter foi encontrado ? e que chegará de trem em determinado horário. Aflita, Christine corre para a estação, onde é surpreendida por um batalhão de repórteres e fotógrafos, e o staff da polícia de Los Angeles a postos, à espera do trem. Quando o menino desembarca, sofre o choque: é outro menino. Os policiais a obrigam a participar da farsa, fingindo que se trata de Walter. Em troca, o capitão promete que vai encontrá-lo em breve. Ela aceita posar para as fotos e levar a criança para casa. Só então se dá conta de que foi vítima de uma arapuca ainda maior: os policiais que tramaram a substituição agora querem provar que Christine é louca, pois não reconhece o próprio filho. Desesperada por encontrar o menino, ela recorre a um influente pastor presbiteriano, o reverendo Gustav Brigleb (John Malkovich), que apresenta um programa de rádio, dedica-se a causas humanitárias e acusa a violência e os desmandos da polícia. O caso vai aos jornais, Christine denuncia a troca. Os policiais alegam que a mulher está com problemas psicológicos e conseguem que ela seja enviada a um hospital psiquiátrico. Ali, é tratada com eletrochoques e todo tipo de humilhação. Enquanto isso, um garoto de 12 anos conta à polícia da fronteira do Canadá que foi obrigado a participar do assassinato de dezenas de meninos numa fazenda do interior. O assassino atraía os garotos e os executava a machadadas no galinheiro de sua granja, em Wineville. Alguns conseguiram escapar e, segundo o garoto, Walter fugiu no meio da noite. Mas não tem certeza de que não morreu. Ninguém tem. Christine e Brigleb iniciam uma cruzada para julgar o criminoso e levar os oficiais da polícia de Los Angeles aos tribunais. Nada, porém, que a impeça de seguir buscando o filho para sempre.

O longa-metragem se baseou num fato real, o caso dos assassinatos do galinheiro de Wineville, que provocou a queda da polícia da cidade de Los Angeles no começo dos anos 30. Com um orçamento baixo (US$ 55 milhões, já cobertos pela bilheteria), o diretor restaura a Los Angeles do início da era do rádio e do ápice do cinema, com seus subúrbios repletos de bangalôs de madeira, a agitação do Hollywood Boulevard repleto de teatros e celebridades ? e a corrupção que já carcomia a cidade, tema recorrente de filmes e romances policiais. A fotografia, a cargo de James J. Murakami (o mesmo de Cartas de Iwo Jima, de Eastwood), é preciosista e dramática. A fluência da direção convence, apesar de algumas falhas e anacronismos, como a casa de Christine e do microfone usado pelo reverendo, ambos modelos típicos dos anos 50.

O caráter patético de algumas sequências e a pieguice dos diálogos ? cheios de frases feitas sobre superação e heroísmo ? irritaram boa parte da crítica. Mesmo assim A troca é um drama que empolga como Hollywood nos velhos tempos. Seu diretor é o último dos representantes do cinema como veículo da ética e dos valores americanos, tão abalados ultimamente.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Estréia 'O Procurado"

Estrelado por Angelina Jolie, James McAvoy e Morgan Freeman, "O Procurado" (Wanted), que chega aos cinemas nesta sexta-feira (22), é um filme de ação acelerado, violento e cheio de efeitos especiais. Mas é prudente avisar: ao sair para assisti-lo, deixe o cérebro e o coração em casa, pois você vai precisar tê-los bem longe para entrar no clima dessa produção inverossímil e insensível, mas que pode se tornar muito divertida.

Dirigido pelo russo Timur Bekmambetov, o longa-metragem traz tiros que viajam em círculo, balas que derrubam outras balas e assassinos que vencem a força da gravidade, tudo em imagens geradas por computador com apuro técnico de primeira. O cineasta constrói um mundo que se aproxima do videogame, onde as pessoas não parecem ter sentimentos e a violência é rápida e brutal, sem sofrimento ou sadismo.

Baseada nos quadrinhos de Mark Millar e J.G. Jones, a trama traz McAvoy (de "As crônicas de Nárnia", "O último rei da Escócia" e "Desejo e reparação") como Wesley, um funcionário da área contábil de uma empresa afogado na frustração de sua própria rotina. Como se já não bastasse, Wesley é traído por sua namorada com seu melhor amigo, um típico "loser", que lembra o protagonista de 'Clube da luta'.


Um belo dia, ele conhece Fox ? uma Angelina Jolie armada até os dentes, cheia de tatuagens e incrivelmente sensual ? que o intima para integrar uma organização secreta, a Fraternidade, que tem como objetivo matar determinadas pessoas para evitar tragédias maiores para a humanidade.

Fox revela que Wesley, na verdade, é filho de um célebre membro da organização que foi morto, e que agora seus assassinos estão atrás do pobre contador. A história é difícil de acreditar, mas sabe como é Angelina Jolie, ela convence qualquer homem de qualquer coisa.

Na Fraternidade, Wesley tem a oportunidade de vingar todos seu ódio contido e de virar um assassino altamente qualificado. Mas isso é conquistado à custa de duros treinos, que envolvem bater muito e apanhar ainda mais. Morgan Freeman interpreta Sloan, que lidera a organização com a sabedoria e o poder de comando que já são típicos de seus personagens no cinema.

Embora o ponto forte do filme seja o visual, a história também guarda suas surpresas, e mirabolante é pouco para o que vem à frente. É certo que um filme não precisa ser verossímil para ser bom, mas "O Procurado" abusa do direito de ser inverossímil. Por isso, para curtir a sessão, só mesmo deixando a lógica do lado de fora.

Crítica por

Carla Meneghini
G1

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segunda-feira, 1 de outubro de 2001

Pecado Original


Reviravoltas atrapalham clima romântico

Antonio Banderas para elas, Angelina Jolie para eles ? ou ao contrário, dependendo do gosto. Pecado Original juntou dois sex symbols do cinema americano, mais um cenário paradisíaco e exótico, como Cuba (na verdade, o México), para um romance de fazer suspirar. Pelo menos, é o que parece no começo.

No século 19, Luis Vargas é um rico negociante de café, que tem uma vida perfeita, não lhe faltasse uma esposa. Resolve se casar com uma americana, conhecida apenas por fotografia. Na chegada, uma surpresa: Julia não se parece nada com a mulher do retrato. Mas, como é muito mais bonita, por que se importar? A moça demonstra ter muita vontade própria e, para felicidade do cubano, é um furacão na cama ? o que mais esperar de Angelina Jolie, que vive apregoando seus feitos por aí? Só que ele não demora para descobrir que as coisas não são perfeitas assim, com a ?ajuda? de um detetive particular. Julia é uma vigarista. E aí entram momentos confusos do filme: o que era romance ? com sexo e tudo! ? vira um policial. Não se espante se, durante o filme, você se sentir perdido, sentindo que comprou gato por lebre. As reviravoltas são tantas, que a confusão impera.

Salvam-se as visões de Angelina Jolie, que faz o que sempre se espera dela, a mulher fatal com ares de louca. Já Banderas não consegue se livrar da pecha de amante latino, o que dá saudade de seus tempos de Almodóvar. Pelo menos, há cenas de sexo animadas, e os dois aparecem pelados. Caliente, pero confuso.

Crítica / ISTOE GENTE
por Mariane Morisawa

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quarta-feira, 4 de agosto de 1999

Sem Meg Ryan


Corações Apaixonados: elenco estelar



As comédias românticas dos dias de hoje são quase todas iguais. Encontros e desencontros pueris, trilha sonora jazzística, Meg Ryan no papel de trintona ingênua. Corações Apaixonados (Playing By Heart, Estados Unidos, 1998) não tem Meg Ryan e, mesmo pontuado por acordes de jazz, traz algo raro num filme do gênero: uma trama bem urdida, com várias histórias interligadas, na linha do que o cineasta Robert Altman fez no antológico Short Cuts - Cenas da Vida. O roteiro foi escrito pelo diretor Willard Carroll, de carreira consolidada como produtor de TV mas quase desconhecido em Hollywood. Enviado a vários atores do primeiro time, o roteiro fez sucesso. Tanto que houve quem aceitasse trabalhar no filme por uma pequena fração de seu cachê habitual. Assim, além do ótimo enredo, a outra atração de Corações Apaixonados é o elenco de estrelas como Sean Connery, Madeleine Stowe e Gillian Anderson, a agente Scully de Arquivo X. No meio de tantos medalhões, no entanto, a atriz que rouba a cena é uma iniciante, Angelina Jolie, de 24 anos, filha do ator e diretor Jon Voight, que só havia atuado anteriormente com algum destaque em filmes feitos para a televisão. Sua presença magnética dá liga a essa mistura de talentos heterogêneos e conduz o espectador com entusiasmo até o desfecho, quando os nós são desatados e tudo passa a fazer sentido.


Crítica / Revista Veja
por Celso Masson

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