A trajetória da atriz, contada pelo repórter Marcelo Bernardes, que já teve mais de dez encontros com ela. Desde a época em que o mundo não sabia quem era essa tal Jolie, que colecionava facas, gostava de drogas e levava uma vida punk, até hoje, quando o planeta e o repórter -que a princípio não fora enfeitiçado pela moça- se renderam a ela.
No começo de outubro, conduzi minha décima-primeira entrevista com Angelina Jolie quando nos encontramos no Waldorf-Astoria, em Nova York. Ela estava lá para promover o filme 'A Troca', que estreia no Brasil este mês. Acompanhando a atriz pela cidade, o parceiro Brad Pitt, com quem ela não é oficialmente casada, e a prole de seis filhos -Maddox, 7; Pax, 5; Zahara, 3; Shiloh, 2; e os gêmeos Knox Léon e Vivienne Marcheline, nascidos em julho. Angelina chegou à suíte do hotel onde eu a esperava, usando calça creme e malha de gola rolê da mesma cor, ambos Ralph Lauren. Estava muito diferente da mulher que vi pela primeira vez em 1999. Começou revelando que hesitou por meses em aceitar o convite para fazer 'A Troca', por causa do tema espinhoso. Mas suas reservas foram dissipadas, quando encontrou traços da personalidade da própria mãe, a atriz Marcheline Bertrand (que morreu no começo de 2007, depois de uma longa batalha contra o câncer), na luta da personagem.
Em 'A Troca', Angelina interpreta Christine Collins, mãe solteira que trabalha numa companhia telefônica nos anos 20, supervisionando um time de ocupadíssimas telefonistas. Quando uma delas falta ao trabalho, Christine precisa tapar a lacuna. Deixa o filho de nove anos sozinho em casa. Ao voltar, não encontra o garoto. Acionada, a polícia de Los Angeles demora para investigar o caso. É mais uma inadequação enfrentada pela força policial local, que vinha sendo acusada de negligência e corrupção na época. A polícia finalmente 'encontra' o filho de Christine, mas a mãe não o reconhece. Para evitar que a crise de imagem seja ainda mais arranhada, a polícia faz uma campanha pública para desacreditar Christine, fazendo-a passar por louca.
A história é verídica, assustadora, repleta de reviravoltas e dirigida por um dos maiores do cinema americano, o ator e cineasta Clint Eastwood. Na mão de uma outra atriz, o desespero e a dor de Christine Collins poderiam ter sido demonstrados com doses de histerismo dramático. Mas Angelina cria uma personagem introspectiva, fria até. Caso a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não a indique para o próximo Oscar de melhor atriz, os cérebros dos membros dessa organização devem ser seriamente investigados. Ela dá um show.
O PRIMEIRO ENCONTRO
Foi num sábado, em 1999, que a entrevistei pela primeira vez. A filha de Jon Voight, que parecia ter herdado o talento do pai (já tendo vencido prêmios pelo telefilme 'Gia - Fama e Destruição'), começava a ser conhecida e trazia com ela uma certa fama de louca. E agora aparecia num hotel de Beverly Hills, o Four Seasons, para promover o filme 'Garota, Interrompida', e lá estava eu para entrevistá-la. Só que meu foco naquele dia não era ela, e sim a atriz principal, Winona Ryder, uma das grandes promessas da minha geração. Com rosto miúdo, angelical e olhos enormes, como uma dessas personagens dos mangás japoneses, Winona era a bola da vez. E era, também, a produtora de 'Garota, Interrompida'. Mas como Angelina tinha roubado a cena no filme, rolavam rumores de que elas não se bicavam. Para conferir ânimo à fofoca, as duas não deram entrevistas no mesmo horário, contrariando o costume nessas ocasiões.
Nesse dia, minha entrevista com Angelina começou cedo, às 9h15 da manhã. Ela entrou numa suíte do Four Seasons vestindo camiseta regata, jeans branco e chinelos. A primeira coisa que notei foram os quadris. Espetaculares. Mas os inigualáveis lábios assustaram um pouco: estavam ressecados. Para piorar, Angelina tinha sujeira no canto dos olhos, uma gota de sangue em uma de suas narinas e as unhas estavam sujas. O desleixo foi entendido como jogada de marketing. Não era. O que, acho, me deixou ainda mais mal-impressionado. A partir dali, as vidas de Angelina e Winona mudariam para sempre. Angelina ganhou o Oscar de coadjuvante pelo filme, e Winona, depois de ser acusada de furtar roupas numa grande loja de departamentos de Los Angeles, viu sua carreira ser enterrada.
Famosa, Angelina começou a ser percebida pela imprensa como a musa dark. Em entrevistas, comentava sua fascinação por facas e armas. Admitiu que se automutilava, fazia uma tatuagem atrás da outra e gostava de sair com mulheres. E que contemplou, durante um período depressivo, a ideia de contratar alguém para matá-la. Nascia o mito.
Pouco tempo depois, quando nos encontramos no mesmo Four Seasons, em Los Angeles, agora pelo filme 'O Colecionador de Ossos', vi Jon Voight circular pelos corredores, puxando conversa com jornalistas e, vez ou outra, dando uma espiada na filha. Dois anos mais tarde, Voight diria num programa de TV que Angelina era uma pessoa que precisava de ajuda psicológica. Depois disso, ela rompeu relações com o pai e se livrou legalmente do sobrenome dele. As confusões em sua vida estavam apenas começando.
Em 1999, aos 24 anos, ela conheceu no set do filme 'Alto Controle' o ator Billy Bob Thornton e, em maio de 2000, ela se casou com ele numa capela de Las Vegas. Para celebrar a união, passaram a usar uma cápsula pendurada no pescoço com uma gota de sangue de cada um. Mudaram-se para uma mansão em Beverly Hills, que havia pertencido a Slash, guitarrista do Guns'n'Roses, e faziam, como ela me revelou quando a entrevistei pelo filme 'Pecado Original', em 2001, 'sexo constante e feroz'. VIRADA DE MESA - E DE IMAGEM
Mas, em 2002, tudo mudaria quando os dois caíram na estrada com projetos diferentes. Billy Bob embarcou para uma turnê para promover seu lado musical e seu CD country e, enquanto isso, Angelina foi ao Camboja para pesquisar o papel em 'Lara Croft'. Lá, visitou um orfanato e viu, pela primeira vez, Maddox, o bebê que acabou adotando. Aí, começaram os rumores de que Billy Bob estava saindo com outras mulheres. Angelina continuou com o casamento, mas Billy Bob não conseguiu desempenhar o papel de pai e eles se separaram. Nessa mesma época, ela começou a trabalhar com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, sendo promovida a embaixatriz da boa-vontade. Era a virada.
Quando, no outono de 2003, Angelina veio divulgar 'Amor Sem Fronteiras', em Nova York, a entrevista foi marcada em um hotel em frente ao Central Park. Ao chegar nas proximidades, vi um grupo de paparazzi atravessando a rua apressadamente. Eram Angelina e Maddox (já com seu famoso penteado de índio moicano), chegando de um passeio de carruagem pelo parque. Notei imediatamente que havia algo de diferente nela. Durante a entrevista, ela me contou que já não era mais aquela garota insegura e dark. No dia seguinte a vi muito séria na tela da CNN falando sobre refugiados, falta de justiça no mundo e economias instáveis. Havia nela um ar de sinceridade, curiosidade e complacência. Se isso era apenas uma fase, o tempo diria.
Angelina estava impingindo ao showbiz americano um novo código de conduta. De repente, falar sobre grifes de vestidos ou de outros assuntos mundanos e rápidos no tapete vermelho, em festas ou entrevistas se tornava redundante e egocêntrico. Abraçar causas sociais e políticas em lugares tão distintos como Darfur, Equador, Camboja, Sudão e Nicarágua virava obrigação para a classe. Antes dela, humanitários como George Clooney, Ben Affleck, Salma Hayek, Reese Whitherspoon e Madonna não existiam.
Angelina não tem um assessor de imprensa fixo, uma raridade na cidade onde cada vez mais pessoas cuidam da imagem, e dos afazeres, de uma celebridade apenas. É ela quem discute pessoalmente estratégias de publicidade ou que supervisiona, com o auxílio de seus advogados, o contrato das famosas fotos de sua prole que estamparam a capa da revista 'People' e de outras publicações estrangeiras, e cuja renda é destinada a diversos projetos humanitários. É a atriz quem carrega os filhos em lojas para comprar roupas, brinquedos e lápis de cor.
PITT ENTRA EM CENA
Mas, em 2007, a polêmica voltaria a sua vida. Foi quando assumiu o romance com Brad Pitt, por quem se apaixonou durante as filmagens de 'Sr. e Sra. Smith' meses antes. Angelina, no papel de amante, se tornaria impopular. Jennifer Aniston, ex de Brad e no papel de traída, criou um chororô em cima da imagem de passada para trás. Hollywood costuma ser mesmo intransigente quando o assunto é adultério.
A nova vida de Angelina, agora mulher de um astro, fez com que a circulação das revistas de celebridades aumentasse. O termo Brangelina, que ela detesta, foi cunhado e as chamadas de capas são constantes, em sua maioria criações fantasiosas e sem base na realidade, como a nova gravidez, a suposta depressão pós-parto, a sempre presente anorexia, os constantes rumores sobre o fim do casamento... e ela decidiu capitalizar em nome de uma boa causa. Posou várias vezes com os filhos para a 'People' e doou a renda. Também prometeu repassar a instituições humanitárias 1/3 de seu salário, que gira entre US$ 12 e 15 milhões por projeto.
Um novo modelo de atriz, para um novo modelo de mundo. Angelina inflaciona o mercado e obriga a classe a se tornar mais interessante -ou relevante- para sobreviver. E eu, que adorava não gostar dela, me rendi a seus encantos.
Matéria publicada na Marie Clarie brasileira, que cheja hoje às bancas. As fotos usadas pela publicação são de um ensaio fotógrafico realizado em 5 de setembro de 2005 pelo fotógrafo Yariv Milchan. Reportagem: Marcelo Bernardes
Angelina Jolie disse estar satisfeita de morar em Berlim, uma cidade cheia de "energia", de história, e perfeita para os filhos, que adoram a neve.
Em entrevista ao dominical "Frankfurter Allgemeine Zeitung", a atriz afirma que não se incomoda com o céu cinza de Berlim, ao contrário, porque seus filhos adoram "brincar na neve".
A atriz se mudou para Berlim em setembro com os seis filhos que tem com Brad Pitt, porque o ator está trabalhando com Quentin Tarantino em "Inglourious Basterds", um filme sobre a Segunda Guerra Mundial rodado nos estúdios Babelsberg.
"Não nos arrependemos", diz, sobre a decisão de viver em Berlim. "Temos amigos, é uma cidade interessante por sua história, mas também por todas as coisas novas que estão sendo geridas aqui. A cidade tem uma enorme energia", acrescenta.
Sobre o novo presidente eleito dos EUA, a atriz diz de Barack Obama que é "um homem inteligente que soube se cercar de bons assessores" e o compara com Franklin Roosevelt, "um político extraordinário, que soube fazer algo extraordinário".
Jolie, que disputa o Globo de Ouro de melhor atriz por seu papel em "A Troca", reconhece que gosta muito de ser artista, mas que não pode dedicar toda sua vida à indústria do entretenimento.
A atriz, que deu à luz gêmeos em julho, na França, se declara muito comovida por seu papel no filme de Clint Eastwood, na qual interpreta uma mãe dos anos 20 em Los Angeles (EUA) que tem o filho é seqüestrado.
Jolie dedicou o papel a sua mãe, que morreu de câncer no ano passado, porque "tem muito a ver com mulheres como minha mãe, com mães sozinhas, e porque reflete a força de uma mulher que não é tão avançada e, no entanto, se mostra valente e decidida", explica.
Clique Aqui e leia a entrevista completa (em alemão).
Os olhos azuis de Brad Pitt ficaram realçados na capa da revista ?Rolling Stone? americana. Na conversa, ele fala sobre sua vida em família e, claro, sobre Angelina Jolie. Quando perguntado sobre seu filme preferido estrelado pela mulher, o galã brincou e disse que se tratava de "Sr. e Sra. Smith". O motivo: "Porque você sabe... seis crianças. Porque eu me apaixonei", falou, bancando o romântico. Pitt também comentou que ele e a mulher não brigam mais e que após filmar "The Curious Case of Benjamin Button", reflete mais sobre a vida. "O que me ocorreu nesse filme e também com a morte da mãe de Angelina [a atriz Marcheline Bertrand, que faleceu em 2007] é que existe um tempo em que não estarei mais com essas pessoas", falou. "Por isso, não vou gastar tempo ficando nervoso com aqueles que eu amo", completou.
A entrevista traz também curiosidades sobre a vida de Pitt, que conta, por exemplo, que costumava ir à igreja quando era criança.
Clique Aqui e leia a matéria completa (em inglês).
Nesta quinta-feira, Mark Kermode entrevistou Angelina Jolie para o "The Culture Show" (BBC), na ocasião a atriz falou a respeito de seu novo filme Changeling("A Troca"), Clique Aqui e assista a um trecho da entrevista.
No último dia 19, Brad Pitt sentou no sofá de Oprah Winfrey e fez mais algumas revelações sobre sua vida com Angelina Jolies e os seis filhos do casal. "Não ligo para cocô, catarro, xixi, vômito. Nada me abala", disse o ator à apresentadora americana. Brad também falou da verdadeira operação que é sair com toda a família. "A gente não vai mais ao shopping, por exemplo. É no mínimo meia hora só para todo mundo se vestir e conferirmos se cada um está com seu lanche, se Zahara e Shiloh estão com seus cobertores... Ainda bem que Angie é boa nisso, porque sempre me esqueço de alguma coisa". Pitt também comentou a "obsessão" de Shiloh pela história de Peter Pan. "Agora ela só quer ser chamada de John ou Peter. Digo 'Shi, você quer...', e ela responde logo 'John, eu sou John!'".
Oprah Winfrey em um segundo bloco conversou com Cate Blanchett e Brad Pitt sobre o novo longa da dupla - eles já estiveram juntos em "Babel" -, The Curious Case of Benjamin Button ("O Curioso Caso de Benjamin Button"). Clique Aqui e assista a entrevista completa com 41 minutos de duração - tecnologia streaming on deman.
Todos nós sabemos, que o assunto do blog é Angelina Jolie e não Jennifer Aniston, mas o seu ensaio para revista Vogue norte-americana - nas bancas no próximo mês -, e sua entrevista a Oprah Winfrey na última quarta-feira, dia 12, gerou tanta polêmica, que resolvi disponibilizar o video. Clique aqui e confira cada detalhe da entrevista. (versão em streaming)
Seja pelo estrondoso sucesso que faz no cinema, seja pelas ações humanitárias ao redor do planeta, seja por ser esposa de Brad Pitt e ter uma penca de filhos lindos, Angelina virou uma espécie de mulher-maravilha de Hollywood.
Na última década, Angelina Jolie interpretou alguns dos personagens mais marcantes de sua carreira. Da louca rebelde em Garota, Interrompida, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2000, a uma violenta assassina em O Procurado, que acaba de estrear no Brasil, a atriz americana de 33 anos já fez quase tudo. Mas é longe das luzes frias de Hollywood que atualmente ela vive o seu maior papel: o de mãe e ativista humanitária. Seu gesto mais recente foi o de vender para as revistas People e Hello! fotos de seus gêmeos por estimados US$ 26 milhões. Nascidos no último dia 12 de julho na França, Knox Léon e Vivienne Marcheline fizeram a alegria do pai e dos quatro irmãos: Maddox, de 7 anos, Pax Thien, 4, Zahara, 3, e Shiloh, 2. 'A Shiloh diz que os bebês são seus', disse Angelina à People. 'Ela e Zahara ajudam a trocar de roupa e segurá-los. São como duas mamãezinhas.' A dinheirama será enviada para nações necessitadas por intermédio da Jolie-Pitt Foundation, ONG criada por ela e pelo marido, Brad Pitt, dois anos atrás. Nada mal para uma estrela que tem um cachê médio de US$ 15 milhões por filme, e calcula-se já ter doado cerca de US$ 50 milhões na reconstrução de hospitais, creches e escolas em alguns dos lugares mais miseráveis do planeta, como o Chade e o Sudão.
E não foi a primeira vez que o casal capitalizou - por uma causa nobre, é bom lembrar - em cima da própria família. Na ocasião do nascimento da Shiloh, em 27 de maio de 2006, as imagens da loirinha renderam US$ 4 milhões. O mesmo ocorreu quando ela adotou Pax Thien, em 15 de março do ano passado, no Vietnã. A primeira foto dos dois juntos rendeu US$ 2 milhões. E o destino das fortunas foi o mesmo: países pobres da África e Ásia. Além disso, três dos seis filhos do casal são adotados: Maddox nasceu no Camboja, Zahara, na Etiópia, e Pax, no Vietnã. Sem contar o parto de Shiloh, realizado num hospital da Namíbia.
Mas o que mais impressiona nessas histórias é a inflação monetária em torno do casal a cada novo bebê - sempre prontamente atendida pelas revistas de celebridades. E a motivação das publicações destinadas a vasculhar a vida das celebridades, com certeza, não é apenas os olhos verdes e os lábios volumosos de Angelina, ou a beleza displicentemente perfeita de Brad Pitt. O fato é que hoje em dia todas querem ser Angelina, com sua vida glamurosa e recheada de atos benemerentes. Engajada na causa desde 2001, quando esteve no Camboja por conta das filmagens de Lara Croft: Tomb Rider, Jolie diz que quer chamar a atenção do mundo para assuntos além dos filmes que protagoniza. 'Chega uma hora em que você percebe que as coisas que fala numa entrevista não têm mais tanta importância, de que não está aprendendo nada como indivíduo.'
Embaixadora da Boa Vontade do Alto-Comissariado da ONU, Angelina Jolie já visitou refugiados em mais de 30 países: Sudão, Kosovo, Chade, Namíbia, Paquistão, Serra Leoa... Recentemente afirmou que pretende construir na Etiópia uma clínica gratuita para atender portadores de Aids e tuberculose. 'É um projeto para que a Zahara tome conta quando estiver mais velha', disse. Na lista anual que a revista Time realiza com as personalidades mais influentes do planeta, o casal aparece na 21ª posição. Somente em 2006, Pitt e Jolie declararam em seus impostos de renda a quantia de US$ 8,5 milhões de dólares em doações para organizações como Médicos sem Fronteiras, Aliança Global contra a Aids e Programa de Ação da Cruz Vermelha da Namíbia.
Antes de conhecer Brad Pitt, Angelina foi casada entre 2000 e 2003 com o ator Billy Bob Thornton, duas décadas mais velho que ela. Naquela época ela chamava mais atenção pelas declarações de ir para a cama com homens e mulheres, de carregar o sangue do marido em uma ampola no pescoço e de suas experiências com drogas do que pelos atos humanitários e o lado família. 'Mas chegou um momento em que Bob ia gravar, e eu viajar para Serra Leoa. Um não se interessava no que o outro havia se transformado', afirmou. O encontro com Brad deu-se em 2005, durante as gravações do longa de ação Sr. e Sra. Smith. Eles protagonizaram uma das cenas mais quentes do cinema. Na época, o galã ainda era casado com Jennifer Aniston, a Rachel do seriado Friends. 'Sou muito sortuda. Estou com um homem que me faz sentir sexy até grávida. E ainda ama crianças', disse para o jornal USA Today. Alguns meses atrás, veio à tona uma invejosa declaração atribuída a Billy Bob sobre o casal: 'Angelina está apenas passando por uma fase colegial. Sabe quando você namora o melhor jogador do time de futebol? Ela vai acordar desse sonho em pouco tempo'. O ator negou que tenha dito isso e afirmou que sua relação com Angelina, Brad e os filhos do casal é de respeito e admiração.
E a atriz que surge agora no filme O Procurado é bem diferente daquela que aparece nas fotos de família. 'Não sou mais cool, e com esse filme pude colocar esse lado radical novamente à tona', diz. Ela interpreta uma assassina escalada para treinar o jovem Wesley (James McAvoy) para que ele vingue a morte do pai (Morgan Freeman). Angelina só precisa se dar conta de que ser radical de verdade não é sair dando tiros e piruetas: rodar o mundo tentando ajudar os outros é muito mais vibrante que tudo isso junto.
'Eu não sou cool'
Angelina Jolie fala das cenas radicais em O Procurado, de como descobriu seu lado humanitário e do pesadelo que é jogar videogame com os filhos Por Martyn Palmer, de Cannes.
Como foram as filmagens?
Muito divertido. A produção me dava folga nos fins de semana e limitava meus horários de filmagem, de modo que eu tinha tempo livre para ficar em casa com os meus filhos. Foi muito bom voltar a fazer esse tipo de filme. Há um lado meu que todo mundo sabe que é o da pessoa humanitária, e outro lado que é o de ser mãe. Mas acredito que assim como todas as mulheres eu também tenho um lado que gosta de se meter em sujeira e se divertir dando saltos por aí. Eu estava sentindo falta de um pouco disso.
E no futuro seus filhos assistirão ao filme e dirão: ei, mãe, aquilo que você fez foi realmente impressionante...
Eles vão achar que eu sou uma pessoa cool, coisa que atualmente eu não sou. Quando nossos filhos nos chamam para jogar videogame, é um pesadelo. Eu e o Brad somos terríveis. Não consigo nem entender como aquilo funciona. E eles devem pensar: 'nossa, como a mamãe é boboca'. Mas agora eles vão se dar conta de que a mamãe aqui não é totalmente uma boboca.
Você fez algumas tatuagens temporárias para o filme...
Foram quatro ou cinco nos braços, uma enorme nas costas e duas na bunda. Fiquei tentada em mantê-las depois que as filmagens terminaram.
Você precisou de dublê?
Sim. Ela se chama Eunice Huthart, e já fizemos alguns filmes juntas. A Eunice me ajuda a encontrar truque mais seguro que me permite fazer sozinha. Por exemplo, nas seqüências de carro ela testa tudo e depois me diz: está tudo bem, pode ir.
Você faz algumas manobras espetaculares no filme. Gosta de dirigir?
Eu amo. Um dia desses uma amiga minha alugou um carro esportivo e eu e Brad ficamos o dia todo dirigindo. Foi fantástico. Era um Mercedes com aquelas portas suicidas, que abrem ao contrário. Só não dirijo mais porque não gosto de sair com as crianças e ser perseguida. Mas quando estamos em outros países adoramos alugar um carro e sair por aí. Você se acha viciada em adrenalina?
Sim, um pouco. Eu e Brad temos licença para pilotar aviões. Mas eu não gosto de voar pelo simples fato de voar. Eu quero ir para lugares que ainda nem estão no mapa. Ou de repente pegar o avião e ir almoçar na Itália. Isso é liberdade.
Certa vez você disse que estava 'sem objetivo na vida, triste e pouco saudável'. O que lhe deu um novo impulso? Foram as crianças?
Tive de encontrar um meio-termo antes de resolver ser mãe. Eu não iria simplesmente mergulhar nessa história sem antes ter certeza de que tudo estaria certo e estável. Aprendi à beça com as viagens da ONU, rodando o mundo e notando que havia muita coisa que eu não conhecia. E depois tem essa idéia da celebridade: de sentar para dar entrevista e em certo momento perceber que as coisas que fala não têm mais tanta importância, de que não está aprendendo nada como ser humano, como indivíduo.
De todos os países que você já visitou qual é o de que mais gosta?
O Camboja, que foi o primeiro lugar a que eu fui, e é de onde veio o meu primeiro filho, Maddox. Foi com as viagens da ONU que passou a se interessar por outros assuntos?
Passei a ficar preocupada com o mundo e comecei a tentar achar uma voz para assuntos políticos e humanitários. Percebi que havia um propósito maior do que simplesmente dar uma entrevista. Quando você cresce em Los Angeles, e de repente se vê sozinha com uma mochila nas costas, em uma zona de guerra onde as pessoas estão morrendo e chorando porque não têm o que dar de comer para os filhos, rapidamente você se dá conta do que realmente importa e começa a ver o resto como algo bobo e distante. É bom quando alguém vem até você, lhe dá um beijo no rosto e pergunta 'por que está tão triste? Você tem 20 e poucos anos e está deprimida por quê? Você é saudável, sabe onde está sua família e tem o que comer'. Depois de ouvir isso eu nunca mais perdi o foco.
A última edição da revista Entertainment Weekly , que chega as bancas na semana que vem, trás uma entrevista exclusiva com Angelina Jolie. Clique aqui e leia a entrevista completa (em inglês).
No último dia 7, Angelina Jolie concedeu uma entrevista exclusiva a CNN no Iraque por acasião de sua visita 'relâmpago' ao Orinte Médio como Exabaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas (ONU).
Assita a entrevista com duração de 8 minutos de duração, basta clicar no título deste post para fazer o download (58 Mb - formato AVI).