Casada e mãe de seis filhos, a atriz Angelina Jolie disse à revista Harper's Bazaar que ela continua se vendo como uma pessoa do mundo alternativo. Ela estampa a capa de dezembro da publicação.
"Eu ainda sou, de coração - e sempre serei - apenas uma garota punk com tatuagens", declarou ela à edição de dezembro da publicação. Mas, com a declaração, ela diz que está longe de querer se explicar sobre o seu passado. "Eu não sinto que preciso me desculpar ou me explicar".
A atriz está divulgando o seu mais recente trabalho, o longa "Changeling", e também falou sobre a profissão na entrevista. "Conto histórias sobre o tipo de mulheres que eu gostaria de conhecer. O tipo de mulher que, mesmo em personagens mais bobos como Tomb Raider, há algo nelas que será engraçado para minhas filhas verem um dia".
Quanto aos filhos, ela diz que não esconde nada deles. Explica os personagens que ela e o pai fazem, mas sempre lembrando que enquanto na tela tudo é ficção, há morte e violência na vida real.
Decorridos oito anos de que Angelina Jolie ganhou o Oscar como melhor atriz coadjuvante, muitos de nós não se lembram o quanto foi emocionante aquela noite, como Angelina e o irmão James Haven choraram e vibraram durante a cerimônia de entrega do Oscar.
Momentos como esse, valem a pena ser vistos novamente por essa razão resolvi disponibilizar o vídeo deste momento histórico da vida de Angelina Jolie.
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Angelina Jolie revelou que não sabe onde está o estatueta do Oscar, que ela recebeu há alguns anos por sua atuação em Garota Interrompida. Disse que deixou a estatueta, de 3.850 quilos, na casa de sua falecida mãe Marcheline Bertrand e, desde então, o prêmio desapareceu.
A imprensa internacional já começou a especular que a estatueta pode ter sido roubada e entregue a algum colecionador secreto.
O jornal Daily Mail afirmou que, se a estatueta com o nome de Angelina Jolie for colocado à venda em algum leilão, pode chegar a mais de US$ 3 milhões, graças à sua dedicação a causas humanitárias.
Angelina Jolie doa seu Oscar para obras de caridade
Angelina Jolie por ocasião da entrega do Oscar
Angelina Jolie divulgou que venderá o Oscar, que ganhou em 2000 como melhor atriz coadjuvante pela sua interpretação em "Girl, Interrupted" (Garota Interrompida), para arrecadar fundos para obras de caridades infantis. Jolie, comentou ainda que ficou encantada receber um Oscar, mas no momento a estatueta nada significa para ela e completou: "Meu Oscar está com minha mãe desde o dia que ganhei e no momento o meu desejo é doalo para arrecadar dinheiro para causas de caridade infantil".
Se você já programou a viagem do feriado, mas não sabe o que fazer neste final de semana, a boa dica é alugar o filme Garota Interrompida que chegou às locadoras na semana passada.
O filme é uma adaptação do livro Girl Interrupted de Susanna Kaysen, que o escreveu depois de passar dois anos no Hospital Psiquiátrico Mc Lean durante o final dos anos 60.
O livro fez tanto sucesso que cativou fãs. Entre eles estão o produtor Douglas Wick e Winona Ryder, que também teve uma experiência parecida aos 20 anos quando se internou, voluntariamente, em um hospital para tratar de seus ataques de ansiedade.
O diretor James Mangold concordou em reescrever o roteiro e dirigir o filme.
Para atuar ao lado de Winona, escolheu a mais nova queridinha de Holywood, Angelina Jolie (O Colecionador de Ossos).
Angelina faz Lisa, uma encantadora, mas ao mesmo tempo rebelde, sociopata que exerce uma influência grande sobre Susanna (Winona). Lisa vive entrando e saindo da clínica e sempre acaba voltando sem reconhecer que já plantou suas raízes naquele lugar.
Angelina recebeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por este papel, e não é para menos. A moça está ótima, nem parece mais aquela garota que fez Cyborg 2 e Hacker - Piratas de Computador.
O elenco ainda traz algumas figurinhas carimbadas como Whoopi Goldberg (Mudança de Hábito) - que faz uma enfermeira politicamente correta e amável com suas pacientes - e Vanessa Redgrave (Missão Impossível) que faz a psicanalista que será a base da recuperação de Susanna.
A história do filme se arrasta um pouco depois de ficar claro para o espectador que Susanna é apenas uma garota mimada e que está se deixando enlouquecer. A própria enfermeira (Whoopi) faz um desabafo sobre isso para a paciente.
Quem mais encanta no filme realmente é Angelina. Alguns críticos chegaram a dizer que, se não fosse a presença dela no filme, nada de interessante aconteceria.
A inconsistência de Garota, Interrompida não é culpa da protagonista Winona Ryder. Pelo menos não integralmente. Depois de batalhar durante anos para levar as memórias da escritora Susanna Kaysen às telas, a atriz apresenta um retrato convincente da jovem confusa em meio à loucura dos anos 60. Só que a atuação, por melhor que seja, não encobre o fato de a trajetória da escritora não ser interessante o bastante para segurar um longa-metragem.
Passada a primeira hora de projeção, depois que a jovem insegura se interna em um manicômio cedendo a pressões familiares, a história se arrasta. O filme, que estréia hoje, ultrapassa desnecessariamenta a marca das duas horas. A apatia de Susanna pela vida, assim como sua natureza ambivalente (esta é, aliás, sua palavra favorita), jogam um balde de água fria no espectador, obrigando-o a acompanhar a novela de personagem que não sabe dizer a que veio.
Sociopata radiante Não é à toa que a melhor cena do filme se dá quando uma enfermeira (vivida por Whoopi Goldberg) sacode a jovem, oferecendo-lhe o seu diagnóstico em tom de desabafo: "Você não passa de uma garotinha preguiçosa e comodista que está se deixando enlouquecer''. A platéia agradece, já que desde o início a trama deixa claro que Susanna não é louca. Apenas tem dificuldade para entender o mundo lá fora - o que a levou tentar o suicídio exagerando nos comprimidos.
Não fosse por Lisa (Angelina Jolie) praticamente nada aconteceria no filme, dirigido por James Mangold (de Cop Land). Vendida no roteiro como uma sociopata, Lisa, outra interna do hospital psiquiátrico, seduz a todos com o jeito irreverente e determinado. Só mais tarde é que Susanna se dá conta de que Lisa usa uma máscara para esconder antigas mágoas.
Angelina Jolie está mesmo radiante no papel, que lhe garantiu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante. Mas sua personagem cresce em função da incapacidade da protagonista em criar empatia com o público.
Se a indecisa Susanna tivesse o mesmo destino de Jack Nicholson em Um Estranho no Ninho - as comparações com a produção de 1975 são inevitáveis -, certamente ninguém se importaria em ver a garota lobotomizada. Nicholson também não era louco, apesar de estar trancado em manicômio. Mas a natureza excêntrica e inconformada de seu personagem valia cada minuto diante da tela.