A atriz Megan Fox, a Mikaela Banes de Transformers, é muito comparada com Angelina Jolie, mas recusou um papel que consagrou Angelina, o de Lara Croft.
Megan foi convidada para ser a heroína do terceiro filme da série Tomb Raider. Segundo informações, os produtores continuam a busca de uma protagonista e também de um vilão, isso significa que há grandes chances de Angelina Jolie voltar as telas na pele de Lara Croft.
Alagoana faz sucesso como sósia da atriz Angelina Jolie
Ela não gosta da comparação. Não vê semelhança entre sua boca carnuda e a da famosa atriz americana. Acha que os olhos verdes de Angelina são ainda mais claros que os seus - e maiores. O nariz é o único detalhe que as diferencia - o que não impede familiares e desconhecidos de comentarem a incrível semelhança entre ambas.
Michelle Gerbase tem 30 anos e mora em Maceió, Alagoas. Atriz de teatro, já atuou em comerciais, mas se recusa a interpretar papéis em que a menção a Angelina Jolie, a mulher mais sexy do mundo, seja o mote da publicidade. Seu desejo é um só: ser reconhecida sem comparações.
Tudo começou na época em que Angelina fez o primeiro filme como Lara Croft, em 2001. O pai de Michelle identificou na filha os mesmos lindos traços da atriz americana. Já a mãe da alagoana considera Jolie "feia".
- Deus fez a forma dela e jogou fora. Angelina é linda - diz Michelle em entrevista por telefone. - No Orkut encontro muitas meninas que até fizeram plástica para ficar a cara dela. Algumas até me xingam porque não acreditam que eu não fiz cirurgia nenhuma. É assim que eu sou, é natural.
Aos mais passados que a adicionam diariamente no orkut, a ponto de lotar o perfil virtual, um recado geral: Michelle já achou seu Brad Pitt. O sortudo marido, o paulista Ricardo, não comentou nada sobre a semelhança da brasileira com "Lara Croft" quando a conheceu. Tudo em nome de uma tática original de conquista, já que falar da beleza seria algo clichê.
Hoje o casal se divide entre o trabalho e os cuidados com o primeiro filho, Gabriel, 1 ano de idade. E não é que o guri herdou os olhos e a boca de Angelina/Michelle?
A matéria acima foi publicada no jornal Primeira Edição, Michelle é uma grande fã de Angelina, sócia do Fã Clube Angelina Jolie Brasil e claro velha conhecida de todos nós. Clique aqui e confira a matéria no site aonde foi publicada a informação.
Falar mal de Tomb Raider é fácil. O filme não tem lógica aparente, os personagens são quase sempre unidimensionais e viver uma heroína tirada de um videogame pouco exigiria de uma atriz, mesmo que não fosse uma premiada com Oscar no ano passado.
Mas o filme merece muito mais do que isso. Tomb Raider é uma aventura que deixa o espectador empolgado na maior parte do tempo, tem sua lógica interna que é a da fantasia e Angelina Jolie parece ter esperado a vida inteira para ser Lara Croft, a garota veneno dos games.
Para qualquer gamemaníaco, fará sentido a idéia de que um artefato místico-misterioso pode controlar o tempo e está sendo procurado por uma seita antiquíssima chamada de os Iluminati (vagamente maçônico-religiosa). O artefato está numa antiga cidade que há muito tempo se ergueu no que hoje é uma cratera de meteoro e deve ser acionado junto com algo chamado O Olho que Tudo Vê, exatamente no instante em que houver um alinhamento planetário que só ocorre a cada 5 mil anos.
Entenderam? Não importa. Pois o que interessa é ver a heroína Lara Croft sair do virtual e ganhar vida via Angelina Jolie. Ela luta com um robô mortal tão insistente quanto o japonês Kato dos filmes da Pantera Cor de Rosa. Lara tem seu castelo, seu mordomo, seu hacker pessoal e um pai morto e nunca esquecido. Basta como caracterização, ao lado de seus dois revólveres presos nas coxas e habilidade de lutar com armas e artes marciais.
A ação vai por Veneza, lugares gelados e selvagens, enquanto Lara vence todos os obstáculos -- de forma absolutamente convincente. Você vai ao cinema e torce por ela. O que mais pode se quer de uma aventura?
Tomb Raider, o filme, assim como Tomb Raider, o game, não resolve a questão fundamental para os fãs de Lara Croft: poder controlar a heroína com um joystick pessoal que a deixasse à mercê dos desejos confessáveis e inconfessáveis do seu manipulador. E agora que a virtual ganhou carne e osso de Angelina Jolie no cinema (muito mais carne do que osso, claro) é muito maior a urgência por esse recurso da tecnologia aplicada à líbido.
Assim como há um Sean Connery para James Bond, um Harrison Ford para Indiana Jones, Angelina Jolie é Lara Croft (para quem não sabe, uma curiosidade: a fuçadora de túmulos se chamou antes Lara Cruise).
Se Angelina tem seios menores que os de Lara (mesmo com um retoque mamário digital), seus lábios carnudos e generosos dão de dez a zero nos da aventureira. Mas é só um detalhe: melhor que comparar, ja dizia aquele guru em cima de um pico no Himalaia, é ficar com as duas.
A primeira, Lara Croft, é a mais famosa heroína de games que há. Criada em 1995 pelos irmãos, ingleses e programadores de computador, Adrian e Jeremy Heath-Smith, ela nasceu numa conversa dos dois, achando uma chatice os heróis de games. "Eram sempre a mesma coisa", contou Adrian numa entrevista.
"Toda vez que pensávamos num personagem masculino, virava aquele tipo de coisa Schwarzenegger ou Stallone, que não queríamos."
E surgiu Lara, da ponta de seu rabo-de-cavalo ao cano de suas inseparáveis pistolas, uma garota obviamente perigosa, curvilínea, uma guerrilheira sedutora de camiseta azul e shorts curtinhos cáqui, sonho adolescente por excelência. Uma dominatrix de roupa colada à pele, sem, digamos, pés grandes (na verdade, usa tênis 36). Ainda por cima, aristocrata de velha cepa britânica, versada em história antiga, arqueóloga dedicada a descobrir coisas mágicas enterradas em túmulos cercados por maldições e criaturas monstruosas. Os meninos e homens são atraídos por Lara pelas aventuras de ação contínua e surpreendente e, obviamente, pelo fato de uma garota tão sexy estar no meio dessa ação toda.
Já as garotas e mulheres gostam também de Lara. Ela é uma figura muito feminina e, ao mesmo tempo, faz coisas que dispensam os heróis (aliás, ela dispensa na maior os personagens masculinos apaixonados por ela). É um novo tipo de heroína que tem raízes na tenente Ripley de Alien, um tipo de mulher que independe do que os homens façam. O contrário, por exemplo, de uma Ginger Rogers, que fazia tudo o que Fred Astaire fazia, só que de salto alto, e ficava em segundo plano.
Rato na cama
Angelina Jolie, a Lara Croft do filme, assim como seu personagem, é impossível de ficar em segundo plano. Além de belíssima, é boa atriz e estranhíssima na vida real. Ou interessante, conforme o ponto de vista.
Ela tem um rato de estimação chamado Harry, presente do marido Billy Joe Thornton. Às vezes Harry dorme com o casal. No quarto, há ainda tendas para os filhos de Billy quando eles visitam o pai. E, se você tiver curiosidade de olhar, uma faca embaixo do travesseiro.
No corpo de Angelina, há várias tatuagens, a maior delas é uma cruz grande e negra que começa abaixo da cintura e quase chega lá. Ao lado, em letras góticas, a frase em latim "o que me nutre, me destrói".
O pai de Angelina, o ator Jon Voight, saiu de casa quando ela tinha 1 ano.
Ela ficou com a mãe e o irmão, Jamie. Aos 14, teve um namorado sério, a ponto de viver com ele algum tempo na casa materna. Foi um relacionamento ruim e agressivo, ela lembra, envolvendo até flagelação com facas. A escola foi sendo feita aos trancos e barrancos e Angelina, coerente, queria ser diretora de uma agência funerária.
Estreou no cinema aos 5 anos, estudou arte dramática no Instituto Lee Strasberg a partir dos 13. Foi modelo e apareceu em videoclipes. Tinha cabelos compridos e nenhuma tatuagem. Aos 17, fez um filme chamado Cyborg 2 e vomitou na primeira vez em que o viu inteiro.
No quarto filme, Hackers, conheceu o ator Jonny Lee Miller e namorou com ele. Em 1998, fez Gia, o telefilme que a tornou uma estrela em ascensão.
Interpretou de modo inesquecível a modelo Gia Carangi, drogada, aidética e com tendências suicidas.
Depois, Angelina quis desistir: "Parece que dei tudo que podia e não posso imaginar que haja mais alguma coisa dentro de mim", disse, na época.
No meio de uma depressão brava, ela ganhou o Globo de Ouro por seu papel no telefilme Wallace. Logo, estava fazendo o filme que lhe deu o Oscar de melhor coadjuvante, Garota, Interrompida, em que ela roubou quase todas as cenas da talentosa Winona Ryder. Outra vez, uma personagem autodestrutiva e maluquete.
Roubou, como Lara faz nos túmulos, Billy Joe Thornton dos braços de Laura Dern e foi morar com ele (Laura, depois, disse que ele combinava mesmo melhor com Angelina).
E lá foi La Jolie viver Lara. Teve de parar de fumar e beber. Disse que aprendeu muito com Lara: "Se ela tem um problema, vai lá e dá um jeito. Se está frustrada, quebra alguma coisa, Assim é que a vida deve ser."
"Uma porção de gente me disse que eu deveria fazer coisas mais sérias. Achei que tinha arruinado minha carreira. Daí, pensei, ok, não posso ficar me preocupando com isso, quero ir em frente com essa aventura."
Assim, Jolie se tornou a versão em carne e osso de Lara Croft, a heroína virtual do videogame Tomb Raider. Como Lara, ela é a estrela de Tomb Raider, um filme cheio de ação com orçamento de quase US$ 100 milhões, que a Paramount espera colocar em cartaz no verão americano deste ano.
Representar um personagem de aventura e ação dificilmente seria um passo lógico para uma vencedora do Oscar de melhor coajuvante no ano passado, por Garota, Interrompida.
Ela sabe que adaptar videogames para filmes não dá muito certo. Até hoje, todos foram desastres de crítica e a maioria fracassou nas bilheterias.
Mas Jolie está feliz por interpretar a principal garota virtual do mundo, a curvilínea Lara Croft, uma aventureira e tanto, sempre usando uma camiseta justíssima e mini-shorts, amada por milhões de devotos dos games Tomb Raider da Eidos.
A série vendeu mais de 21 milhões de unidades desde seu lançamento, em 1996.
A história está sendo escondida da imprensa. O diretor Simon West (de Con Air e A Filha do General) diz apenas que "há um lado levemente dark na história". E o produtor lloyd Levin adianta: "Lara consegue salvar o mundo, mas há algumas reviravoltas no caminho".
Papos à noite com o pai Antes das filmagens, Jolie passou dois meses e meio entrando em forma. "Fiz uma dieta de proteínas e ganhei músculos onde pude. Queria que Lara fosse suor e músculos, sem perder a feminilidade. Passei por um estilo militar de treinamento, desde tiro ao alvo a manobras de combate. Aprendi artes marciais e a atirar com armas diferentes."
No filme, Jolie estará cercada de ótimos atores ingleses. Como Ian Glen, o arquiinimigo de Lara, o vilão Manfred Powell. E Jon Voight, pai da estrela na vida real, como o pai de Lara, Lorde Croft.
"Nossas cenas juntos foram especiais, por vários motivos. Ficávamos sentados a noite toda falando sobre nossos personagens e sobre as coisas que queríamos dizer um ao outro."
Neste 80 º. dia das filmagens, Angelina Jolie surge como a principal embaixadora do filme e da própria Lara. Ele recusa qualquer idéia de estar fazendo um personagem virtual.
"Há uma imagem sobre Lara, algo que ela representa e que as pessoas gostam que esperamos capturar. Lara não usa sua sexualidade de maneira idiota. Ela é completamente sensual-sexual, livre, primitiva, mas isso raramente vem à tona. Ela é apenas humana. É como um animal selvagem."
Mas o que ela acha que as pessoas pensam sobre Lara Croft?
"Ela tem um grande espírito de aventura. Também é uma dama. É divertido para mim, fazendo esse filme de ação, pensar que nunca fiz uma dama assim. Ela foi bem criada na Inglaterra, é muito bem nascida, mas não pretensiosa ou chata. Tem toda a parafernália que um Bond poderia desejar, é irreverente e selvagem, com o mesmo sentimento de liberdade de um Indiana Jones.
Jolie, 25 anos, é conhecida por falar o que pensa em entrevistas. Sem contar suas famosas tatuagens (cosmeticamente escondidas para este filme), seu belo corpo (pouquíssimo menos curvilíneo que o da ciber Lara Croft) e seus extravagantes lábios grossos.
Seu primeiro casamento com o ator inglês Johnny Lee Miller só atiçou a fogueira.
Na cerimônia, Jolie usava calças compridas de borracha preta e escreveu o nome do marido com sangue nas costas de sua camisa.
Separaram-se depois de um ano e meio e, no ano passado, ela se casou com o ator-roteirista-diretor Billy Bob Thornton (que pouco antes do casamento estava noivo de Laura Dern). Jolie deu então entrevistas detalhando os prazeres de sua vida sexual com Thornton.
Essa poderosa personalidade está no meio dos sets de filmagem mais espetaculares que foram construídos nos estúdios ingleses de Pinewood, onde são feitos os filmes de 007.
Bem acima de Jolie, enchendo metade do palco de som, há uma espécie de planetário, um globo de metal laranja, cercado por globos menores girando em torno dele, tudo brilhante, representando o sol e os planetas.
Há também muita água borbulhante como fontes quentes. Falsas estalactites e estalagmites confirmam a impressão de um refúgio subterrâneo.
Na geleira com huskies A outra metade do palco 007 é mais impressionante ainda. Chamada o Templo das Dez Mil Sombras, é um salão enorme cercado por estátuas de pedra de guerreiros macacos.
Esses cenários foram feitos durante cinco meses, interiores subterrânos para combinarem com as cenas exteriores filmadas durante sete dias no Camboja, nos históricos templos de Angkor Vat (outros cinco dias foram gastos numa parte remota da Islândia, onde Lara guia um bando de huskies selvagens numa corrida emocionante por uma geleira).
O único senão de tudo é a total incompetência de Angelina Jolie para jogar Tomb Raider. "Sou péssima no jogo. Mas há pessoas no set me treinando, fazendo com que eu melhore."