segunda-feira, 24 de novembro de 2008

People versus New York Times

Larry Hackett



O editor da revista People, Larry Hackett (foto), não ficou nada satisfeito com a matéria publicada no New York Times, na última sexta-feira, dia 21, quando o jornal de maior credibilidade no mundo - leia o post abaixo - revelou que Angelina Jolie exigiu escrevesse somente artigos positivos e não se refirisse ao casal Brad Pitt e Angelina Jolie como Brangelina.

Larry Hackett foi rápido e categorico em sua posição como editor, enviando um e-mail para o New York Times, dizendo o seguinte: "Deixem-me ser absolutamente claro: a sugestão de que nós fizemos qualquer promessa de cobertura positiva, ou que eles tenham apresentado um plano editorial, é completamente falsa. Nem eu ou qualquer outra pessoa iria prometer, por escrito ou verbalmente, isso como condição para a aquisição das imagens. É insultuoso para todos nós", afirma Hackett.

A posição de Hackett era esperada, ele poderia calar, afinal quem cala consente, mas será que um jornal com o prestigio do The New York Times, iria publicar tal matéria sem embasamento? Particularmente não acredito em tal sensacionalismo por parte de uma publicação que é referência em todo mundo.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Preço alto

Angelina Jolie durante o Festival de Cannes de 2008


Quando Angelina Jolie e Brad Pitt negociaram com a revista "People" e outras revistas especializadas no noticiário de celebridades fotos de seus gêmeos e uma longa entrevista, os atores estavam de olho em mais do que os estimados US$ 14 milhões que foram parar em sua conta-conjunta, informa a edição desta sexta-feira do jornal americano "The New York Times". Eles queriam também um acordo jornalístico: uma promessa de que a revista vencedora da "licitação" faria uma cobertura positiva, mas não apenas para o nascimento dos filhos, mas também no futuro.

Pelo acordo exigido por Angelina Jolie, a revista vencedora foi obrigada a oferecer uma cobertura que não se refletisse negativamente em sua família, garantiu uma fonte ao jornal. O acordo previa ainda um "plano editorial" com direito a aprovação prévia até da diagramação da reportagem.

A vencedora foi a revista "People". O "pacote" foi parar na capa e no recheio da revista do dia 18 de agosto - a edição foi a mais vendida em sete anos -, um golpe publicitário para Angelina Jolie, vencedora do Oscar e ex-excêntrica-mor de Hollywood que usava um colar ornamentado com sangue e que vivia falando de sua adoração por facas antes de se transformar numa voluntária, embaixadora das Nações Unidas e devotada mãe de seis filhos.

Na entrevista da "People", havia perguntas sobre o trabalho voluntário de Angelina e não foi usado em momento algum a palavra "Brangelina", o apelido do casal dado pelos tablóides sensacionalistas, que provoca irritação no casal.

A revista "People", que pertence ao grupo Time Inc., negou em comunicado qualquer interferência na cobertura. "Essas pré-condições são categoricamente falsas", diz o texto. "Assim como qualquer outra empresa jornalística, 'People' compra fotos, mas a revista não determina conteúdo editorial baseado em demandas de fora", acrescentou o documento.

Enquanto todas as celebridades procuram manipular suas imagens públicas para um grau acima, a atriz consegue isso via uma determinação que faz com que só dependa dela mesmo como sua imagema será disseminada. A atriz não emprega um assessor de imprensa nem um agente. A responsável por sua imagem pública pertence a ela mesma, embora ela conte ainda com seu empresário de longa data, Geyer Kosinski.

Jennifer Lopez, que vendeu fotos de seus gêmeos para a "People" por US$ 6 milhões em fevereiro, tem um time de oito assessores para auxiliá-la em situações como essa. Jolie, de 33 anos, tem seu telefone celular, um advogado e Kosinski (e, é claro, o conselho de seu marido, Brad Pitt). A agência Getty Images negociou as fotos.

"Ela é terrivelmente inteligente", disse Bonnie Fuller, ex-editor das revistas "US Weekly" e "Star". "Mas não apenas a inteligência a leva tão longe. Ela também tem um talento incrível, talvez maior do que qualquer outra estrela, para administrar sua imagem pública", acrescentou.

Angelina Jolie não respondeu a pedidos de entrevistas do "The New York Times". O advogado da artista, Robert Offer, recusou-se a comentar. Mas entrevistas com cerca de 20 pessoas que trabalharam diretamente com ela nos últimos anos mostra o quanto ela talentosamente manipula a imprensa.

Angelina sabiamente caminha em uma linha entre a total realidade e o completo mistério, cultivando relações de amizade com repórteres e até enviando fotos dela mesma para os paparazzi.

Ela dita termos para revistas de celebridades interferindo na cobertura de notícias sobre ela e sua família, garantem os editores. Com isso, ela cria uma situação vergonhosa para as publicações que tentam obedecer aos rígidos padrões jornalísticos.

A atriz mostrou sua habilidade em manipular a imprensa em outras negociações. A revista "People" se deu melhor e pagou US$ 4,1 milhões por fotos exclusivas e entrevista com a atriz quando ela deu à luz Shiloh em 2006. O casal ficou de doar a quantia para uma instituição de caridade.

Numa negociação separada com a "People", Angelina convidou editores de revistas para uma espécie de leilão de fotos exclusivas dela com o filho cambojano, Maddox, com a cobertura do seu trabalho humanitário como condição.

"Angelina e Brad compreendem o interesse na família mas também esperam que as publicações que comprem essas fotos as usem de maneira a chamar atenção para as necessidades do povo cambojano", afirmou um comunicado deles aos editores em 2006.

Clique aqui e leia a matéria completa publicada hoje no New York Times.

Foto: Valery Hache/Agencia France-Presse

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Angelina admite affair



Em entreveista ao New York Times, no último dia 16, Angelina Jolie admitiu sim, que teve um "affair" com Brad Pitt durante as filmagens de "Mr & Mrs. Smith", ocasião em que Brad Pitt era casado com Jennifer Aniston.
Clique aqui e leia a matéria completa na Life & Style desta semana (em inglês).

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